A Taylor’s foi pioneira na categoria LBV, a qual foi desenvolvida para satisfazer a procura de um vinho de elevada qualidade e pronto a beber, que funcionasse como uma alternativa ao Porto Vintage, para o consumo do dia-a-dia. Contrariamente ao Porto Vintage, que é engarrafado após dois anos em madeira e que envelhece na garrafa, o LBV é engarrafado somente após quatro a seis anos, estando já pronto a beber.
A Taylor’s continua a liderar a categoria de Porto LBV no mundo inteiro, apesar de muitas outras casas também produzirem actualmente um LBV. Os vinhos utilizados para fazer o lote do Taylor’s LBV são escolhidos de entre os melhores e mais encorpados vinhos do Porto tintos produzidos na colheita de 2019, provenientes das vinhas da Taylor’s e de outras quintas reputadas, situadas nas zonas do Cima Corgo e Douro Superior.
Notas de Prova
Vermelho rubi profundo com vívidos reflexos roxos na borda. No nariz, a primeira impressão é de intensa fruta silvestre com aromas viçosos de groselha preta e amora. Com uma frescura e vigor juvenis, tem uma primeira explosão de frutos silvestres pretos poderosos revelando lentamente notas de framboesa e cereja, aromas de ervas silvestres e discretos apontamentos, mais quentes, de alcaçuz e café. Embora os aromas tenham uma dimensão sensual, este LBV, elegante e polido, exibe a definição e contenção características de Taylor’s.
O paladar é sustentado por taninos tensos, vigorosos, mas perfeitamente integrados, e oferece uma onda de sabores poderosos de frutos silvestres desde o início, que perduram no longo final. O carácter do ano 2019, fruta pura e fresca, transparece neste vinho. Como sempre, este LBV partilha a precisão e a elegância dos grandes vinhos do Porto Taylor’s Vintage num estilo de beber mais acessível e precoce.
Notas sobre o Ano Vitícula e a Vindima
Após um período de dormência quente e seco, o ciclo da vinha começou ligeiramente cedo com o abrolhamento ocorrer a 9 de Março, cerca de uma semana antes do habitual. Globalmente, a época de crescimento foi mais seca e fresca do que a média, embora as habituais chuvas de Abril fossem bastante intensas, com cerca de 98 mm de precipitação à medida que as uvas começavam a pintar, como habitualmente, em meados de Julho. Embora a época de maturação tenha começado com temperaturas elevadas, o clima no mês crítico de Agosto foi mais fresco do que a média, com alguma precipitação nos dias 25 e 26 que equilibraram a maturação da vindima.
As condições relativamente frescas e a ausência de picos de calor traduziram-se na elegância, acidez vivaz e no frutado fresco que encontramos nos vinhos de 2019. A vindima das uvas tintas no Douro superior começou com tempo quente a 4 de Setembro e na zona do Pinhão a 14 de Setembro. A colheita estava perfeitamente saudável e em excelentes condições, embora os rendimentos tenham sido quase um décimo abaixo da média de 10 anos. Os vinhos apresentavam-se atractivamente aromáticos, com uma acidez natural elevada e uma intensidade de cor acima do normal.
Este vinho encontra-se pronto a ser consumido e não necessita ser decantado.
A garrafa deve ser mantida de pé, protegida da luz e do calor.
Recomendamos servir este vinho, idealmente a uma temperatura entre 16ºC e 18ºC.
É um excelente acompanhamento de queijos intensos, especialmente dos azuis, como o Stilton ou o Roquefort. É também delicioso com sobremesas de chocolate ou frutos silvestres.